Combustível a partir do hidrogênio verde também está no mapa de Porto Alegre
Em outra frente da corrida pelos novos combustíveis, Porto Alegre também está no mapa. Primeiro, como polo de desenvolvimento de pesquisa e produto, mas com pretensões comerciais. É o que aponta o coordenador de Hidrogênio Verde da Rede Brasileira de Pesquisa e Inovação (RBCIP), Marcelo Fiche.
"Faremos uma planta de hidrogênio verde com produção a partir do reúso de água resultante de estações de tratamento de esgoto, mas é projeto com pretensões de potencializar negócios no Rio Grande do Sul, então, queremos avançar nesta planta para a produção de SAF (combustível de aviação), obtido a partir do processo entre hidrogênio verde e etanol. Nossa ideia é de que saiam dessa produção querosene de aviação, diesel verde e gasolina verde", explica Fiche.
O passo inicial do projeto, que seria uma planta-piloto de produção de hidrogênio verde, chegou a ser anunciado em 2023, em uma possível parceria da RBCIP com a Pucrs e a Ufrgs.
No entanto, houve mudanças e as negociações agora são para que a planta seja erguida na Escola Técnica Mesquita, na Zona Norte de Porto Alegre, em parceria com o Sindicato dos Metalúrgicos. A ideia, de acordo com Marcelo Fiche, é ter a planta-piloto também como uma formadora de mão de obra para os diversos fins industriais do uso do hidrogênio verde.
"A nossa ideia é termos a planta-piloto de hidrogênio verde pronta em meados de 2025. Para obtermos a água que será o princípio do processo, estamos alinhavando parcerias com o Dmae e a Corsan, que têm interesse na destinação deste material. Agora, estamos em busca de parceiros para viabilizar este próximo passo, que é a produção de SAF em escala reduzida, no primeiro momento. É uma tecnologia que dominamos e temos pesquisa de desenvolvimento em cooperação com a Ufrgs. É muito importante que esse conhecimento fique no Rio Grande do Sul", valoriza o pesquisador.
A estimativa é de que o projeto tenha um custo de R$ 30 milhões. Uma planta de dimensões maiores para produção do SAF a partir do hidrogênio verde, exigiria investimentos em torno de R$ 200 milhões.


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